PF não pede busca contra Edir Macedo por ele morar no exterior
PF não pede busca contra Edir Macedo por morar no exterior

A Polícia Federal informou que não solicitou mandados de busca e apreensão em endereços do bispo Edir Macedo, controlador do Banco Digimais, porque ele reside no exterior. Em relatório, os investigadores apontam que o religioso figura entre os responsáveis por “decisões estratégicas” do banco, suspeito de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Relatório da PF aponta Macedo como responsável por decisões

“Como controlador da instituição financeira, EDIR MACEDO BEZERRA também figura entre os responsáveis pelas decisões estratégicas, porém como já informado é residente no exterior, o que inviabiliza o cumprimento da medida neste momento”, diz o documento.

Na mesma representação, a PF pediu o sequestro e bloqueio de bens e valores de Edir Macedo de até R$ 670 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dele entre abril de 2021 e abril de 2026.

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Banco Digimais se manifesta

Em nota, o Banco Digimais afirmou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com a Justiça. “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã, o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, disse o banco.

Operação cumpre mandados em endereços de dirigentes

Nesta terça-feira, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de dirigentes da instituição, empresas e fundos de investimento ligados ao grupo. A investigação apura supostas fraudes que teriam causado prejuízos ao sistema financeiro.

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