A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, a nona fase da Operação Compliance, tendo como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso. As investigações apontam supostas fraudes e favorecimentos em emendas parlamentares, com indícios de pagamentos a empresas do enteado de Wagner e a compra de um apartamento vinculado a Augusto Lima, ex-assessor e figura próxima ao senador.
Detalhes da investigação
De acordo com a PF, as suspeitas envolvem a destinação de recursos de emendas para o Banco Master, instituição financeira alvo de investigações por irregularidades. Wagner teria atuado para beneficiar o banco em troca de vantagens pessoais, incluindo o pagamento de despesas pessoais e a aquisição de um imóvel. A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e a seus familiares.
Reações e contexto
A defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que todas as ações do senador foram pautadas pela legalidade. A operação ocorre em meio a críticas de que a PF estaria agindo de forma seletiva, mas os investigadores refutam a alegação de inação contra o PT da Bahia. A Compliance já teve fases anteriores que miraram outros políticos e empresários.
Wagner é um dos principais articuladores do governo no Senado e já foi governador da Bahia. A nona fase da operação representa um novo capítulo nas investigações sobre o uso de emendas parlamentares, que têm sido alvo de escrutínio crescente nos últimos anos.



