PF investiga desvio de verba em aluguel de carros na Câmara
PF investiga desvio de verba em aluguel de carros

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Galho Fraco II, terceira fase da Operação Rent a Car, para investigar desvios de verbas parlamentares destinadas ao aluguel de veículos na Câmara dos Deputados. A ação apura crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Diligências autorizadas pelo STF

As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorrem no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a parlamentares e empresas suspeitas de participação no esquema.

Segundo a PF, as investigações indicam que parte da verba destinada à locação de veículos era desviada por meio de contratos superfaturados ou fictícios. Os recursos, de origem pública, eram então lavados e repassados a agentes públicos e privados.

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Esquema de desvio de verbas

A Operação Rent a Car foi iniciada em 2024 para apurar irregularidades na utilização de cotas parlamentares para aluguel de carros. A primeira fase ocorreu em março daquele ano, e a segunda em novembro. Agora, a Galho Fraco II aprofunda as investigações sobre o esquema, que pode ter movimentado milhões de reais.

As autoridades estimam que o prejuízo aos cofres públicos ultrapasse R$ 10 milhões. A PF não descarta novas fases da operação à medida que os dados forem analisados.

Crimes investigados

Além de peculato e lavagem de dinheiro, a Polícia Federal investiga fraudes processuais e a atuação de uma organização criminosa que teria se estruturado para desviar os recursos. Os envolvidos podem responder por cada um desses crimes, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

Até o momento, não foram divulgados nomes de parlamentares ou empresas alvos da operação. A Câmara dos Deputados informou que colabora com as investigações e que instaurou procedimento interno para apurar os fatos.

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