A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda fase da operação que apura o rombo bilionário nas contas da Americanas. A investigação mira fraudes contábeis que totalizam aproximadamente R$ 25 bilhões, considerada uma das maiores da história do mercado de capitais brasileiro.
Mandados cumpridos em três estados
Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ex-executivos e fornecedores da varejista nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A operação é um desdobramento das investigações iniciadas em janeiro de 2023, quando a Americanas revelou inconsistências contábeis.
Segundo a PF, as fraudes envolviam contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) não contabilizados, além de operações de risco sacado e financiamento de compras. Os investigadores buscam aprofundar a participação de terceiros, como fornecedores e bancos, no esquema.
Impacto no mercado e nos investidores
O escândalo da Americanas provocou uma das maiores crises de confiança no mercado acionário brasileiro. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023, listando dívidas de R$ 43 bilhões. As ações da companhia, que já valeram mais de R$ 60, hoje são negociadas a centavos.
Investidores pessoa física e institucionais sofreram perdas significativas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga o caso, e ex-executivos, incluindo o ex-CEO Miguel Gutierrez, são alvos de ações civis públicas.
Próximos passos da investigação
A PF não descarta novas fases da operação. O material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e possíveis desvios de recursos. A expectativa é que os inquéritos sejam concluídos nos próximos meses, com indiciamentos por crimes como estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.



