A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), uma operação para investigar se aliados do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, forjaram a escritura pública de um imóvel. O objetivo seria justificar a origem de R$ 470 mil em dinheiro vivo apreendido em um flat usado pelo parlamentar em Brasília, durante operação em dezembro de 2024.
Deputado nega irregularidades e fala em perseguição
Em vídeo enviado à GloboNews nesta quinta-feira (2), Sóstenes Cavalcante afirmou ser alvo de "perseguição" da PF e negou qualquer irregularidade no contrato de compra e venda do imóvel, supostamente vendido em dinheiro em espécie, e no aluguel de veículos pagos com cota parlamentar. "Não há qualquer irregularidade. A escritura é legítima e o dinheiro é fruto da venda de um imóvel em Minas Gerais", declarou.
Operação autorizada por Flávio Dino
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator do caso. Em sua decisão, Dino afirmou que a investigação indica que parte de R$ 15 milhões movimentados por empresas pode ter origem em recursos públicos ligados a Sóstenes. A PF suspeita que a escritura do imóvel tenha sido forjada após a apreensão do dinheiro, ocorrida em dezembro.
Dinheiro apreendido e venda do imóvel
Em dezembro de 2024, Sóstenes foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga suspeitas de desvios de cotas parlamentares. Na ocasião, agentes encontraram R$ 470 mil em dinheiro vivo dentro de sacolas, em um flat usado por ele em Brasília. Horas depois, o deputado deu uma coletiva de imprensa na qual afirmou que o dinheiro tinha origem na venda de um imóvel em Minas Gerais. No entanto, segundo a PF, o imóvel só foi transferido oficialmente cerca de um mês após a apreensão do dinheiro. A informação consta no relatório incluído na decisão do STF que autorizou a operação.
Investigação em andamento
A reportagem está em atualização. A PF continua as investigações para apurar a suposta falsificação documental e a origem dos recursos. O deputado Sóstenes Cavalcante não se manifestou oficialmente além do vídeo enviado à GloboNews.



