MPRJ prende cabo e denuncia 11 PMs por venda de arma e segurança privada
MPRJ prende cabo e denuncia 11 PMs por venda de arma

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (30) um cabo e denunciou 11 policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo) por envolvimento em esquema de venda de arma apreendida e prestação de segurança privada durante o expediente. A ação é mais um desdobramento da Operação Patrinus, que desde 2024 investiga desvios de conduta na corporação.

Detalhes da denúncia

Segundo o MPRJ, os militares se apropriaram de uma pistola calibre 9 mm apreendida em 27 de julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo. A arma foi vendida por R$ 6 mil, valor dividido entre os envolvidos. As investigações do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) incluíram análise de celular de um dos denunciados e quebra de sigilo bancário, que revelaram mensagens, fotos e áudios comprovando a comercialização.

“Os acusados ostentam a condição de policiais militares, tendo se valido justamente das prerrogativas, facilidades operacionais e confiança institucional inerentes ao exercício da função pública para a prática dos crimes ora imputados”, afirmou o MPRJ. Os crimes imputados são peculato e comércio ilegal de arma de fogo.

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Histórico da Operação Patrinus

A Operação Patrinus investiga esquemas de corrupção no 39º BPM desde 2024. Em maio daquele ano, 13 policiais foram presos na primeira fase, acusados de vender armas e drogas apreendidas, cobrar propina de motoristas de transporte alternativo e mototaxistas, e exigir taxas semanais de comerciantes em troca de “proteção”. Em julho de 2025, outros 9 PMs foram presos por atuarem como seguranças privados durante o expediente. Em agosto de 2025, 10 policiais foram detidos por cobrar propina de comerciantes para segurança armada.

Na fase atual, além da venda da arma, o Gaesp aponta que, entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024, o grupo recebia propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o horário de serviço. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar apoia a operação.

Impacto e próximos passos

O MPRJ não informou quantos dos denunciados estão presos. A investigação segue para apurar a participação de outros militares e possíveis novos crimes. A ação reforça o combate à corrupção dentro da PM fluminense, que tem sido alvo de críticas por desvios de conduta.

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