O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador Magrão Nobre (União Brasil) e outras oito pessoas acusadas de fraudar licitações e lavar dinheiro. A investigação aponta que o grupo teria desviado recursos públicos por meio de contratos fraudulentos com as prefeituras de Magé e Japeri, totalizando R$ 350 milhões.
Esquema de fraudes em licitações
De acordo com o MPRJ, o esquema envolvia a criação de empresas de fachada para vencer licitações de forma fraudulenta. Os contratos eram superfaturados e os recursos desviados para contas pessoais dos investigados. Além da fraude licitatória, o grupo é acusado de lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica.
Buscas e apreensões autorizadas
A Justiça autorizou buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados, incluindo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a Câmara Municipal de São João de Meriti e residências dos acusados. Durante as buscas na casa do deputado Rafael Nobre, foram apreendidos valores em espécie, cuja origem será investigada.
Repercussão política
A denúncia gerou forte repercussão no meio político. O deputado Rafael Nobre e o vereador Magrão Nobre ainda não se manifestaram oficialmente. A Alerj informou que colabora com as investigações. O caso segue sob sigilo judicial, e os denunciados aguardam a decisão sobre a abertura de ação penal.



