O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da chamada 'Abin paralela'. A decisão, proferida em 20 de julho de 2026, baseia-se no entendimento de que as provas já foram utilizadas na condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022. No entanto, Moraes determinou que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) continue a ação penal contra o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente.
Contexto da 'Abin paralela'
O esquema, revelado em investigações anteriores, envolvia a utilização da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar desinformação. Carlos Bolsonaro é acusado de coordenar uma estrutura paralela voltada para campanhas de difamação e ataques ao sistema eleitoral brasileiro. A decisão de Moraes segue a orientação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou que a análise do STF sobre a participação de Jair Bolsonaro no caso já estava concluída com a condenação anterior.
Impacto da decisão
Com o arquivamento em relação a Bolsonaro, o foco recai sobre Carlos, que responderá perante a Justiça Federal de primeira instância. A medida mantém a possibilidade de novas investigações e eventual condenação do vereador, que nega as acusações. O caso segue sob sigilo, e não há detalhes sobre o andamento no TRF-1.
Reações e próximos passos
Até o momento, nem a defesa de Jair Bolsonaro nem a de Carlos Bolsonaro se manifestaram oficialmente sobre a decisão. Especialistas apontam que o arquivamento para o ex-presidente não encerra definitivamente o assunto, pois novas provas poderiam reabrir a investigação. Para Carlos, o prosseguimento no TRF-1 representa um risco jurídico significativo, especialmente diante das evidências já coletadas.



