O senador Jacques Wagner (PT-BA) foi alvo de medidas restritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a operação da Polícia Federal (PF) que investiga supostas irregularidades em contratos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). As medidas foram impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com outros investigados e a entrega do passaporte.
Medidas cautelares
Além da tornozeleira eletrônica, Wagner está proibido de se ausentar do país e deve comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades. Ele também não pode manter contato com os demais investigados, incluindo ex-assessores e empresários. A decisão de Moraes atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco de obstrução das investigações.
Investigação da Codevasf
A operação da PF, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 18 de junho de 2026, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e a outras pessoas físicas e jurídicas. As suspeitas envolvem desvios de recursos públicos em contratos da Codevasf, estatal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Wagner é investigado por supostos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O senador, que já foi governador da Bahia e ministro da Defesa e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma Rousseff, nega as acusações. Por meio de sua assessoria, afirmou que as medidas restritivas são desproporcionais e que colaborará com a Justiça para esclarecer os fatos.
Repercussão política
A imposição das medidas cautelares gerou reações no meio político. Lideranças do PT manifestaram solidariedade a Wagner e criticaram a atuação do STF e da PF. Já integrantes da oposição consideraram as medidas adequadas e defenderam o aprofundamento das investigações. O caso reacende o debate sobre o uso de tornozeleiras eletrônicas em políticos investigados.
Wagner é o segundo senador a ser alvo de medidas restritivas neste ano. Em janeiro, o senador Sergio Moro (União-PR) também foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, em decisão posteriormente revogada. A situação de Wagner deve ser reavaliada pelo STF em até 90 dias.



