Justiça liberta nove investigadas no caso DF Trader; defesa alega patrimônio
Justiça liberta nove investigadas no caso DF Trader

A Justiça concedeu liberdade para nove mulheres investigadas pela Polícia Civil do Piauí no âmbito da operação que apura o suposto esquema de golpes contra investidores do DF Group, conhecido como 'DF Trader'. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (20).

Defesa alega patrimônio suficiente para quitar dívidas

O fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, deixou a prisão no domingo (19) após decisão judicial. Segundo o advogado Djalma Filho, a empresa possui um passivo de R$ 355 milhões com clientes, mas o empresário teria entre seis e sete vezes esse valor disponível fora do país. 'São R$ 355 milhões a soma de tudo quanto seria os haveres da empresa em relação aos terceiros. Mas também ele diz que tem pelo menos seis ou sete vezes esse valor para pagar todos. Tire os impostos. Ainda sobra muito dinheiro, dá para pagar todo mundo sem nenhum problema', afirmou Djalma Filho.

A defesa afirmou que o objetivo agora é viabilizar a transferência dos recursos para o Brasil, sob supervisão da Justiça e dos órgãos responsáveis. 'Resta viabilizar essa transferência de recursos de onde estiver para o mercado interno sob a supervisão, coordenação do Judiciário, da polícia onde couber. Não há nenhum problema', disse o advogado. 'Ele assegura que existem os recursos, tem o interesse de pagar, tem o interesse de cumprir com a sua palavra e os contratos', completou.

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Medidas cautelares impostas a Douglas

Douglas Fonseca Araújo passou a cumprir medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair de Teresina sem autorização judicial, de mudar de endereço e de manter contato com outros investigados. A defesa não informou detalhes sobre a soltura das nove mulheres.

Investigação aponta esquema de pirâmide

Douglas Fonseca é investigado por estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o DF Group pode ter feito mais de 2 mil vítimas. A defesa, no entanto, afirma que a empresa possui mais de 5.700 clientes. Conforme as investigações, o grupo prometia rendimentos mensais de até 10% em investimentos no mercado financeiro, sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Polícia Civil aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos e utilizava recursos captados de novos investidores para pagar clientes antigos, modelo que se tornou insustentável.

Na última semana, a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que vítimas do DF Group informem os prejuízos sofridos, que serão anexados ao inquérito.

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