Justiça do DF manda Virginia Fonseca retirar anúncios de apostas em 48h
Justiça do DF manda Virginia Fonseca retirar anúncios de apostas

A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora Virginia Fonseca retire, no prazo de 48 horas, publicações sobre apostas esportivas que descumpram regras de transparência e publicidade. A decisão, proferida na terça-feira (21) pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, atende parcialmente a um recurso apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em ação contra a influenciadora e a plataforma Blaze.

Caso o conteúdo permaneça no ar após o prazo estabelecido, Virginia poderá ser multada em R$ 100 mil por cada descumprimento comprovado.

Novas exigências para publicidade de apostas

A decisão estabelece novas exigências para a divulgação de apostas nas redes sociais. Entre elas, proíbe a veiculação de anúncios que prometam ganhos garantidos ou apresentem as apostas como alternativa de renda, investimento, solução para dificuldades financeiras ou forma de recuperar perdas anteriores.

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Também determina que qualquer publicidade relacionada ao setor seja identificada de forma “clara, ostensiva e inequívoca”, inclusive quando estiver inserida em vídeos sobre rotina, viagens, vida familiar ou outros conteúdos de caráter pessoal.

MP aponta publicidade abusiva

Virginia e a Foggo Entertainment, empresa responsável pela operação da marca Blaze no Brasil, respondem a uma ação civil pública movida pelo MPDFT. Segundo o órgão, há indícios de práticas abusivas na plataforma, incluindo retenção sistemática de valores depositados por usuários, bloqueio de contas e imposição de metas de apostas consideradas aparentemente inalcançáveis.

As investigações tiveram início em 2023, período em que, de acordo com o Ministério Público, a Blaze ainda operava sem autorização federal. O processo reúne denúncias apresentadas por consumidores e um relatório técnico com mais de 42 mil reclamações registradas contra a empresa. Com base nessas apurações, o MP pede condenação por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 120 milhões.

Na ação, o Ministério Público sustenta que as campanhas publicitárias da plataforma direcionam suas mensagens principalmente a pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Segundo o órgão, a estratégia consistiria em associar apostas à possibilidade de obtenção de renda extra, utilizando a popularidade de influenciadores digitais para aumentar a credibilidade da mensagem.

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