O senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a criticar a aliança da direita cearense com o ex-governador Ciro Gomes (PDT), classificando o pedetista como uma 'cobra que vai nos picar em 2030'. A declaração foi feita durante evento ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que apoia a pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará.
Críticas à aliança com Ciro
Girão afirmou que Ciro Gomes representa a 'esquerda raiz' e que seu apoio ao grupo político é uma ameaça futura. 'Ciro não é confiável. Ele já mostrou que muda de lado conforme a conveniência. Essa aliança é uma cobra que vamos alimentar e que nos picará em 2030', disse o senador.
A aliança local entre parte da direita cearense e Ciro Gomes gerou desgastes na pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Michelle Bolsonaro, que participou do evento, acusou Flávio de desrespeito por discordar do apoio a Ciro. 'Não podemos apoiar quem sempre esteve contra nós', declarou Michelle.
Tensões na direita cearense
Eduardo Girão é pré-candidato ao governo do Ceará pelo Novo e conta com o apoio de Michelle Bolsonaro, mas a aliança com Ciro Gomes divide opiniões. Para Girão, o apoio a Ciro é um erro estratégico que pode custar caro ao grupo político no futuro.
O senador também criticou a postura de Flávio Bolsonaro, que teria desrespeitado Michelle ao não acatar suas objeções. 'A direita precisa de união, mas com princípios. Não podemos nos aliar a quem nos ataca', completou Girão.
Impacto na pré-campanha
A divisão na direita cearense reflete as dificuldades de construir uma frente ampla para as eleições de 2026. Enquanto Girão busca se consolidar como candidato, a aliança com Ciro Gomes gera incertezas. 'O eleitor cearense quer clareza, não alianças oportunistas', afirmou o senador.
Michelle Bolsonaro reforçou o apoio a Girão e criticou abertamente a estratégia de Flávio. 'É preciso ouvir a base. Apoiar Ciro é trair a confiança de quem sempre esteve conosco', disse a ex-primeira-dama.



