O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro foi uma “tentativa de criar uma cortina de fumaça” para atrair a atenção do noticiário enquanto ele cumpre agenda nos Estados Unidos para tentar evitar a imposição de novas tarifas do governo de Donald Trump contra o Brasil.
Flávio Bolsonaro critica operação em live
“Mais uma comprovação de que incomodamos o sistema. A todo momento, estão tentando interferir nas eleições. Hoje, pela manhã, o presidente Bolsonaro tomou outra busca e apreensão, em uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça enquanto eu estou trabalhando pelo Brasil nos EUA, para dividir o noticiário”, afirmou Flávio Bolsonaro em live no YouTube.
A diligência na casa do ex-presidente ocorreu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após outra ordem que obrigou a defesa a entregar, na segunda-feira (6), todo o arsenal de armas ainda registrado em nome de Jair Bolsonaro.
PF cumpre mandado de busca e apreensão
A ação teve início por volta das 7h, com o objetivo de localizar possíveis armas e munições que ainda estivessem em posse do ex-presidente, apesar da ordem de entrega. Segundo a defesa, nenhum armamento foi encontrado na residência.
Na live, Flávio afirmou que agentes da PF “reviraram tudo”, mas não encontraram nada que pudesse ser apreendido e usado contra o ex-presidente. “Foi muito ruim, muito constrangedor. Mais uma vez, uma situação em que a família toda sofre. É uma perseguição implacável contra o presidente Bolsonaro e, por óbvio, não havia absolutamente nada de errado”, disse.
Justificativa da operação
A diligência foi justificada por Moraes após a defesa do ex-presidente alterar a versão inicialmente apresentada sobre a espingarda Maestro Arms Company. Segundo a decisão, os advogados não conseguiram comprovar a localização atual da arma, sua custódia efetiva nem quem mantinha o armamento sob guarda enquanto Jair Bolsonaro cumpre pena.



