A Polícia Civil do Ceará prendeu nesta terça-feira (23) o ex-namorado da universitária Ana Rerica de Messias, de 19 anos, suspeito de feminicídio. O corpo da jovem foi encontrado no dia 29 de maio, abandonado em uma via pública na localidade de Bom Princípio, em Morrinhos, com lesões causadas por um objeto perfurante.
Investigação aponta que suspeito atraiu vítima para local ermo
Segundo as investigações, o homem de 18 anos, que não teve a identidade divulgada, atraiu Ana Rerica para um local ermo e, após uma discussão, a atacou. A universitária e o suspeito tiveram um breve relacionamento amoroso, já encerrado na época do crime. Além do mandado de prisão preventiva, os policiais civis cumpriram outros três mandados de busca e apreensão: um na residência do investigado e os demais em imóveis de familiares.
“Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares e outros objetos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e corroborar as provas já reunidas no inquérito policial”, informou a Polícia Civil. A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Marco, com apoio das unidades de Bela Cruz e Acaraú.
Vítima era estudante de Pedagogia e trabalhadora dedicada
Familiares descreveram Ana Rerica como muito querida e esforçada. Ela trabalhava em uma escola como Profissional de Apoio a Crianças com Necessidades Especiais pela manhã, dava aulas de reforço no início da tarde e ajudava em uma loja da tia entre o fim da tarde e o início da noite. Frequentava a Igreja Assembleia de Deus Bela Vista e cursava Pedagogia online.
O irmão da jovem, André Messias, de 21 anos, disse ao g1: “Sempre trabalhou com crianças, sempre se deu bem com criança porque no fundo ainda era uma criança. Por isso toda criança que ela trabalhava gostava dela.” No tempo livre, ela gostava de visitar amigos e andar de moto. Na noite do crime, havia saído para dar uma volta.
Comoção e pedidos de justiça marcam velório
O velório de Ana Rérica ocorreu no dia 30 de maio, na igreja que frequentava. O cortejo fúnebre até o cemitério foi acompanhado por dezenas de pessoas, algumas com cartazes pedindo justiça. A instituição onde trabalhava publicou nota de pesar: “Rerica sempre foi uma pessoa extremamente meiga, dedicada e carinhosa, deixando sua marca no coração de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela, especialmente nossas crianças, que recebiam seu cuidado com tanto amor.”



