O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções a Victor Henrique de Oliveira Shimada, brasileiro investigado por lavagem de dinheiro no esquema que envolve o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. As medidas, anunciadas nesta quarta-feira, também atingem duas empresas brasileiras e uma portuguesa ligadas a ele, sob a acusação de prestar apoio financeiro ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Sanções bloqueiam bens e proíbem transações
As sanções determinam o bloqueio de quaisquer bens de Shimada e das empresas sob jurisdição americana, além de proibir cidadãos e entidades dos EUA de realizar transações com os sancionados. Segundo o Tesouro, o grupo teria ocultado mais de US$ 30 milhões provenientes de contratos fraudulentos firmados entre o clube paulista e a VaideBet.
De acordo com as investigações, os recursos desviados eram utilizados para financiar atividades do PCC, uma das maiores facções criminosas do Brasil. O caso Corinthians-VaideBet veio à tona após denúncias de que o clube teria firmado acordos superfaturados com a empresa de apostas, com indícios de lavagem de dinheiro e envolvimento de membros do crime organizado.
Investigação em andamento
As autoridades brasileiras também acompanham o caso. A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo já abriram inquéritos para apurar as denúncias. "Estamos trabalhando em conjunto com as autoridades americanas para rastrear todo o fluxo financeiro e responsabilizar os envolvidos", afirmou um porta-voz do MP-SP.
Victor Shimada, que nega as acusações, teve seus bens no Brasil incluídos no bloqueio judicial determinado pela Justiça Federal. As empresas sancionadas incluem a Shimada Participações Ltda. e a Oliveira Trading Ltda., ambas com sede em São Paulo, além da portuguesa Lusitana Investimentos S.A.
Impacto das sanções
Especialistas apontam que as sanções americanas dificultam a movimentação financeira dos envolvidos no exterior e aumentam a pressão sobre as investigações. "É um golpe significativo, pois corta o acesso ao sistema financeiro global", explicou o advogado criminalista Carlos Mendes. O caso segue sob sigilo, mas novas revelações devem surgir nas próximas semanas.



