Sucesso na web com o perfil Malhassaum, que soma milhares de seguidores no Instagram e no TikTok, o gaúcho Dig Verardi faz graça acompanhado da amiga e atriz Fernanda Fuchs sobre os mais variados assuntos. Com participações esporádicas na Globo, como no último BBB, a dupla viu seu alcance aumentar ainda mais.
Traumas do passado
Mas nem tudo é divertido na vida do humorista. Dig Verardi diz que ainda trata na terapia as sequelas de quem cresceu sendo gay em um mundo ainda muito homofóbico. "Cresci nos anos 1990 e comecei a descobrir minha sexualidade no início dos anos 2000. Havia muita homofobia na escola, em casa e no mundo todo. Acho que ainda existe muita, mas naquela época era ainda maior. Também não havia representatividade na mídia", afirmou ao Gay.blog.
"Primeiro, eu ouvia as pessoas me chamando de gay sem nem saber se eu era gay, por causa do meu jeito afeminado. Depois, descobri que aquelas pessoas que estavam me ofendendo pelo meu jeito afeminado — 'ofendendo', entre aspas — estavam certas: eu era gay mesmo. Foi um processo difícil de autoaceitação e de luta contra esse mundo homofóbico ao redor. Foi complicado e ainda me rende bons papos na terapia até hoje", completou.
Autoestima e fama
Dig Verardi destacou ainda a importância da autoestima, principalmente quando se começa a ficar famoso: "Tenho uma frase na cabeça: 'Fama com baixa autoestima é igual a desespero'. Fica um monte de gente ao seu redor dizendo o quanto você é maravilhoso e o quanto o admira. Quando você não acredita, parece que há uma multidão inteira mentindo para você. Isso é bastante desesperador. Então, trabalhe essa autoestima e viva esses sonhos, porque eles vão se realizar".



