A defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, emitiu uma nota nesta terça-feira reafirmando a tese utilizada durante o julgamento pela morte do menino. Segundo os advogados, o maior erro de Monique foi não ter conseguido perceber, a tempo, a violência que ela e o filho sofriam dentro de casa.
Perdão judicial concedido
Monique Medeiros foi condenada por omissão, mas recebeu o perdão judicial, o que significa que a pena foi extinta. O crime foi classificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Já o ex-vereador Jairinho, também réu no caso, foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado.
Contexto de violência doméstica
A defesa destacou que Monique vivia em um cenário de violência doméstica com Jairinho, o que dificultou sua capacidade de reagir e proteger o filho. A decisão do júri popular reconheceu a importância de compreender os fenômenos da violência doméstica e seus efeitos sobre as vítimas.
O caso Henry Borel, que chocou o país, ocorreu em março de 2021, no Rio de Janeiro. O menino de 4 anos morreu após ser agredido no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto. As investigações apontaram que Monique sabia das agressões, mas não denunciou.
Com o perdão judicial, Monique não cumprirá pena, mas terá que cumprir medidas restritivas de direitos. A defesa afirma que ela está arrependida e que busca reconstruir a vida longe da violência.



