Defesa de Flávio Bolsonaro pede extensão de prazo para depoimento
Defesa de Flávio pede extensão de prazo para depoimento

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou pedido de extensão do prazo para que ele preste depoimento no inquérito em que foi indiciado por caluniar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação foi encaminhada pela Polícia Federal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (3).

Prazo de dez dias é insuficiente, alega defesa

Os advogados do senador requereram que a PF disponibilize novas datas para a oitiva, 'com antecedência razoável', para o devido agendamento do procedimento. A corporação informou que tentou agendar o depoimento dentro do prazo de dez dias concedido pelo relator, mas que a defesa não escolheu data e horário. Diante disso, os advogados pediram à própria PF a prorrogação do prazo. Agora, cabe a Moraes decidir sobre a extensão.

Na solicitação, a defesa nega que haja 'descaso' com a PF e atribui a impossibilidade de cumprir o prazo a uma 'incompatibilidade de agendas' decorrente de dois fatores: o 'curto intervalo' de tempo fixado para a diligência e as atividades de pré-campanha à Presidência da República, que incluem 'inúmeras viagens, deslocamentos e compromissos fixados com grande antecedência'.

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Defesa critica ritmo do inquérito

Os advogados também alfinetaram os investigadores, sustentando que o inquérito sobre o senador 'tramita com velocidade ímpar'. Em razão desse ritmo, aumentar o prazo para a tomada de depoimento não implicaria em 'prejuízo' para a investigação, alegam. O pedido ocorre em meio a uma série de eventos políticos, incluindo o recente tarifaço dos EUA, que gerou reações de aliados de Flávio Bolsonaro.

Pesquisa Quaest divulgada recentemente apontou que 51% dos entrevistados culpam Flávio Bolsonaro pelo novo tarifaço dos Estados Unidos. As entrevistas ocorreram dois dias antes do anúncio final do governo americano sobre a imposição de novas tarifas ao Brasil. O slogan 'A culpa é do Lula', replicado por Flávio, PL e parlamentares após post do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, não emplacou entre os mais comentados do X (antigo Twitter), dominados por contra-slogans petistas.

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