Fifa abre investigação sobre faixa das Malvinas
A Fifa está investigando a Argentina após jogadores exibirem uma faixa com a inscrição "As Malvinas são argentinas" durante a comemoração da vitória sobre a Inglaterra, que garantiu vaga na final da Copa do Mundo. O Comitê Disciplinar ainda não tomou nenhuma decisão sobre o caso.
Antecedente: punição a Rodri e Morata
Em agosto de 2024, a Uefa suspendeu por um jogo o atacante Álvaro Morata e o meia Rodri, ambos da Espanha, por entoarem "Gibraltar é espanhol" durante a comemoração do título da Eurocopa com a torcida. A punição foi aplicada em partida da Liga das Nações contra a Sérvia, no mesmo ano.
Segundo comunicado da Uefa, os jogadores foram punidos por violarem "os princípios gerais de conduta, as regras básicas de conduta decente, por utilizarem eventos desportivos para manifestações de natureza não desportiva e por desacreditarem o futebol e a UEFA em particular". A federação de Gibraltar apresentou queixa formal à entidade.
Contexto histórico de Gibraltar e Malvinas
Gibraltar, localizado no extremo sul da Espanha, pertence à Grã-Bretanha desde o Tratado de Utrecht (1713), quando foi cedido pelos espanhóis como pagamento de guerra. A Espanha reivindica a devolução do território. Já as Ilhas Malvinas, controladas pelo Reino Unido desde 1833, são reivindicadas pela Argentina e foram palco da Guerra das Malvinas em 1982, que resultou em 907 mortos (649 argentinos, 255 britânicos e três civis).
Comemoração argentina e proibição da Fifa
Após a vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, jogadores como Messi, Lisandro Martínez, Cuti Romero e Giuliano Simeone comemoraram segurando a faixa com a mensagem "As Malvinas são argentinas". A faixa foi retirada do gramado e levada para a arquibancada. Antes da partida, a Fifa havia determinado a proibição de entrada de torcedores com qualquer referência à Guerra das Malvinas e vetado mensagens provocativas no estádio de Atlanta.



