Em um intervalo de oito meses, cinco deputados estaduais do Rio de Janeiro tornaram-se alvos de operações policiais, elevando a tensão na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). As investigações, conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, apontam para o envolvimento de parlamentares com o esquema de propinas do jogo do bicho.
Lista de 61 políticos apreendida pela PF
A apreensão de uma lista contendo 61 nomes de políticos, pertencente ao bicheiro Adilsinho, intensificou o clima de alerta entre os deputados. O documento, que estava em poder da Polícia Federal, menciona parlamentares que supostamente recebiam mesadas do jogo do bicho. A situação gerou apreensão inclusive na escolha de cargos no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Declaração de Gilmar Mendes no STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em abril, durante um julgamento, que ao menos 32 deputados da Alerj recebiam mesada do jogo do bicho. A declaração, feita em plenário, chocou o meio político e reforçou a necessidade de aprofundamento das apurações. Segundo fontes próximas às investigações, o número de parlamentares envolvidos pode chegar a 34.
Impacto na Alerj e próximos passos
O avanço das operações policiais gerou um estado de alerta permanente na Alerj. Parlamentares temem novas fases das investigações, que podem revelar mais nomes e aprofundar o escândalo. A situação já afeta a dinâmica interna da Casa, com reflexos na escolha de cargos e na articulação política. A expectativa é que a PF e o MP continuem as apurações nos próximos meses, podendo resultar em novas operações.



