CGU prorroga investigação sobre servidores do BC ligados ao Banco Master
CGU prorroga investigação de servidores do BC

A Controladoria-Geral da União (CGU) prorrogou a investigação que pode resultar na demissão de dois funcionários do Banco Central (BC). Segundo a Polícia Federal, eles teriam atuado como consultores do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação foi aberta no dia 23 de março, mas a CGU ainda aguarda que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhe provas colhidas contra os servidores.

Servidores sob suspeita

Os funcionários investigados são Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da instituição, e Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária. A suspeita é que eles, no período de 2019 a 2023, tenham mantido contatos e possam ter orientado o banqueiro sobre como agir em relação ao Master dentro do BC.

Sindicância interna

O processo na CGU foi aberto após uma investigação interna do Banco Central, que encontrou indícios de que os dois servidores simularam prestação de serviços, como consultoria, e venda de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master. A apuração foi feita com base na evolução patrimonial e identificou que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público.

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Ambos os servidores afirmaram ao BC que não sabiam que as empresas envolvidas nos negócios deles tinham relação com Vorcaro e o banco Master. Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC.

Defesa dos servidores

Em nota, os advogados de Paulo Sérgio disseram que “a defesa compreende a prorrogação do prazo do procedimento administrativo como medida indispensável a sua completa instrução, de forma a permitir a ampla defesa e contraditório a que Paulo Sérgio, como cidadão, possui direito”. “No procedimento junto a CGU tem sido possível produzir provas que contradizem as conclusões da sindicância conduzida pelo BC”, concluiu a nota.

Em relação à sindicância do BC, a defesa de Belline afirmou que ele, “como servidor de carreira, sempre exerceu suas atividades no Banco Central do Brasil de forma técnica e, principalmente, lícita, dentro dos limites legais”.

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