Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro celebram a tentativa de pacificação entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após semanas de desentendimentos públicos que geraram tensão no clã político. A reaproximação foi confirmada por fontes próximas à família, que destacam a importância da unidade para o projeto político do grupo.
Desentendimentos públicos marcaram relação
Nos últimos meses, Michelle e Flávio protagonizaram divergências em relação à condução da herança política de Jair Bolsonaro, especialmente após o ex-presidente ficar inelegível. As rusgas vieram a público em redes sociais e declarações à imprensa, com críticas indiretas sobre a atuação de cada um nos bastidores. A situação preocupou aliados, que temiam que a divisão enfraquecesse a base conservadora.
Reunião selou a trégua
De acordo com assessores, uma reunião realizada na última terça-feira (21) na residência de um aliado em comum em Brasília selou a trégua. Participaram do encontro Michelle, Flávio e o próprio Jair Bolsonaro, que atuou como mediador. "Foi uma conversa franca e produtiva. Ambos reconheceram que o foco deve estar no fortalecimento do projeto político e não em questões pessoais", afirmou uma fonte que acompanhou as negociações.
Impacto político e próximos passos
A pacificação é vista como estratégica para as eleições de 2026, onde o bolsonarismo busca manter influência mesmo sem a candidatura de Jair Bolsonaro. Michelle é cotada para disputar um cargo majoritário, enquanto Flávio articula sua reeleição ao Senado. "A unidade da família é fundamental para atrair votos e manter a base unida", avaliou o cientista político Antônio Costa, da Universidade de Brasília. A expectativa é que a trégua resulte em uma agenda conjunta de eventos e campanhas nos próximos meses.



