O processo que pode tornar o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) inelegível está à deriva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde que foi apresentado, há quatro anos. A ação, movida por adversários políticos, apura se o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para espalhar desinformação ao associar o Partido dos Trabalhadores (PT) à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Postagens sob investigação
Em 2020, durante a campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro publicou mensagens que sugeriam vínculos entre o PT e o PCC. Uma delas, amplamente compartilhada, afirmava que o partido teria ligações com a facção. Segundo a coluna de Malu Gaspar, o material faz parte de um ecossistema de desinformação que a Justiça Eleitoral busca combater. A ação pede a cassação do registro de candidatura de Flávio, tornando-o inelegível por oito anos.
Morosidade processual
Apesar da gravidade das acusações, o caso não avançou significativamente. O TSE ainda não julgou o mérito. Especialistas apontam que a demora pode beneficiar o político, que segue elegível enquanto o processo não é concluído. A defesa de Flávio Bolsonaro nega irregularidades e alega que as postagens estavam amparadas pela liberdade de expressão.
Impacto político
Se condenado, Flávio Bolsonaro ficaria impedido de disputar eleições por oito anos, o que afetaria seus planos políticos futuros. O deputado é um dos nomes cotados para liderar a oposição ao governo Lula nas próximas eleições. A indefinição no TSE mantém o cenário incerto para o PL e para a família Bolsonaro.
Procurada, a assessoria do TSE informou que o processo está em tramitação regular e que não há previsão para julgamento. O caso reforça as críticas à lentidão da Justiça Eleitoral em lidar com crimes de desinformação, que se multiplicaram nos últimos anos.



