Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) revela que 60% dos entrevistados concordam que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho deveriam ser classificadas como organizações terroristas pelo governo brasileiro. Enquanto 60% apoiam a medida, 29% discordam e 11% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também questionou se essas facções deveriam ser consideradas terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Nesse caso, 45% concordam, 45% discordam e 10% não opinaram. As facções passaram a ser classificadas como organizações terroristas pelos EUA em junho, após decisão anunciada pelo governo Trump no fim de maio.
Influência de Flávio Bolsonaro
Os entrevistados foram perguntados se acreditam que Flávio Bolsonaro influenciou o presidente Donald Trump na decisão de classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas. Para 47%, o parlamentar teve influência; 37% dizem que não; 16% não souberam responder. O anúncio ocorreu um dia após Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Especialistas em segurança avaliam que a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA representa risco à soberania nacional. Já defensores da medida afirmam que ela pode ampliar a cooperação internacional.
Relação de Lula e Flávio com Trump
O questionário incluiu perguntas sobre a percepção dos eleitores quanto ao relacionamento do Brasil com os EUA e aos vínculos dos pré-candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com Trump. Metade dos entrevistados (50%) afirmou ter conhecimento do encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro, realizado no fim de maio; os outros 50% disseram não saber da reunião.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.



