O Senado Federal realizou nesta segunda-feira (6) uma solenidade em homenagem aos 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação (RMC). A empresa, fundada em 1965 pelo empresário Ueze Elias Zahran, opera afiliadas da Rede Globo, além de rádios e portais de notícias. Desde maio deste ano, a RMC tornou-se a maior rede de afiliadas da TV Globo no país, com presença nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins.
Participação da família Zahran e colaboradores
A solenidade contou com a presença de familiares de Ueze Zahran, incluindo sua filha Márcia Peluffo Zahran; o presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto; o diretor-geral da RMC, Nicomedes Silva Filho; e o CEO do Grupo Copa Energia, Pedro João Zahran Turqueto. Colaboradores da RMC também marcaram presença na celebração. Além deles, estiveram presentes Guilherme Calarge Zahran, Ana Paula Castello Zahran, Eduardo Elias Zahran Filho e sua esposa, Cristina Sandoval Tavares Zahran.
Orquestra Indígena emociona o plenário
O evento foi marcado pela apresentação da Orquestra Indígena da Fundação Ueze Zahran. Criada há 11 anos para ensinar música a crianças de comunidades indígenas de Campo Grande, a iniciativa atualmente atende 63 alunos de oito comunidades e já conquistou reconhecimento internacional, com turnê pela Europa.
Falas dos senadores e autoridades
A solenidade foi conduzida pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), autor do requerimento da homenagem. Ele destacou o papel da RMC na história de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e na comunicação brasileira. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) participou remotamente. "Essa homenagem nasce do reconhecimento de instituições que deixam de ser apenas empresas e passam a fazer parte da memória afetiva de um povo. A RMC é uma delas. Mais do que informar, a RMC aproximou pessoas, integrou regiões e ajudou a construir a identidade de um estado continental", afirmou o senador.
Trajetória e desafios da comunicação regional
O presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto, relembrou as dificuldades enfrentadas na década de 1960 com a transmissão dos sinais televisivos. "As televisões eram estritamente regionais. Foi uma luta de trabalho intenso para começar a receber o trânsito [de conteúdos]. Esse era o Brasil real que a gente enfrentou nesse momento", disse. Turqueto também destacou o incentivo à educação e cultura regional promovido pelos veículos do grupo, como a Orquestra Indígena.
Compromisso com o jornalismo ético
O secretário de radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Welisch, enalteceu a história da RMC e seu compromisso com a sociedade. "Em seis décadas e em um período de grandes transformações tecnológicas, a RMC soube preservar os valores do bom jornalismo, da comunicação responsável e a valorização da produção regional", afirmou. O diretor-geral da RMC, Nicomedes Silva Filho, reforçou a importância do jornalismo profissional: "Em tempos de desinformação, o jornalismo ético é o único antídoto. Por trás de cada notícia que produzimos há um CNPJ, há um CPF, um rosto, um nome e uma conduta que podem ser identificados. Nós temos compromisso com a verdade daquilo que publicamos. A nossa missão depois de 60 anos continua sendo a mesma, a de ajudar o povo brasileiro a refletir".
Expansão e legado
O CEO da Copa Energia e neto de Ueze Zahran, Pedro João Zahran Turqueto, falou sobre a expansão do Grupo RMC, que em maio anunciou a aquisição do controle acionário das empresas do Grupo Jaime Câmara, tornando-se a maior rede de afiliadas da TV Globo no país. "Há 60 anos, quando meu avô Ueze Zahran e seus irmãos decidiram iniciar essa jornada, o estado de Mato Grosso estava distante das grandes capitais, com poucas opções de entretenimento e, sobretudo, carente de uma voz própria que conectasse sua gente ao mundo", destacou.



