Uma carta escrita por Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais, gerando reação imediata do Supremo Tribunal Federal (STF). No texto, o ex-presidente pede que aliados deixem de lado as diferenças e afirma que o filho é a melhor opção para disputar a Presidência da República em 2026. O ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro desrespeitou a proibição de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e que a visita de Flávio ao pai teve como objetivo contornar essa restrição.
Conteúdo da carta e reação do STF
Na carta, Bolsonaro diz: "Precisamos deixar de lado as diferenças e nos unir em torno de um projeto para o Brasil. Flávio é a melhor opção para 2026." A publicação levou Moraes a determinar que os dois estão proibidos de se encontrar até depois do primeiro turno das eleições. Além disso, a defesa do ex-presidente terá de explicar se ele sabia que a mensagem seria divulgada.
Consequências políticas e jurídicas
O episódio foi discutido no podcast O Assunto, com participação do repórter Rafael Moraes Moura, da coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo. Segundo ele, a decisão de Moraes pode aumentar as intenções de voto de Flávio Bolsonaro, conforme análise do presidente do PL. Aliados de Lula, por outro lado, não querem a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro. A decisão também acirra a guerra entre Michelle e Flávio Bolsonaro, como apontou Malu Gaspar.
O que dizem os envolvidos
Flávio Bolsonaro afirmou que a carta foi o quinto recado público do pai e acusou Moraes de interferir na eleição. O ministro, por sua vez, acionou o Ministério Público Eleitoral para investigar Flávio por propaganda antecipada. Críticos da decisão, como aliados de Bolsonaro, classificaram a medida como 'absurda' por impedir Flávio de falar com o pai até o primeiro turno.



