A disputa pelo controle das comissões permanentes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se intensificou. O Partido Liberal (PL), que agora conta com a maior bancada da casa — 23 dos 70 deputados —, anunciou a intenção de presidir todos os 38 grupos de trabalho, incluindo o Conselho de Ética.
Reestruturação das comissões
A proposta de reestruturação foi apresentada pelo PL como um reflexo da nova composição partidária após as eleições. O partido argumenta que, por ter a maior representatividade, tem o direito de indicar os presidentes de todas as comissões. A medida, no entanto, gerou reação imediata do PSOL, que considera a manobra uma violação do Regimento Interno da Alerj.
PSOL recorre à Justiça
O PSOL já anunciou que vai acionar o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para impedir a concentração de poder. Para a legenda, a ocupação de todas as comissões por um único partido fere o princípio da proporcionalidade partidária e a tradição de distribuição equânime entre as bancadas. O partido também alega que a medida pode comprometer a fiscalização e o debate democrático no legislativo estadual.
Argumentos do PL
Em resposta, o PL sustenta que a mudança é legítima e baseada no regimento. Líderes da bancada afirmam que a nova configuração apenas reflete a vontade popular expressa nas urnas. Eles destacam que o partido está aberto ao diálogo, mas não abrirá mão do que consideram um direito conquistado democraticamente.
Impactos na Alerj
A disputa promete movimentar os trabalhos da Alerj nas próximas semanas. Enquanto o PL tenta consolidar seu domínio, o PSOL busca apoio de outras legendas para barrar a iniciativa. Caso a Justiça seja acionada, o caso pode se arrastar por meses, gerando incertezas sobre o funcionamento das comissões. Além do Conselho de Ética, outras comissões importantes, como as de Orçamento, Segurança e Educação, estão na mira do PL.
A situação expõe a fragilidade do equilíbrio de forças na Alerj e levanta questionamentos sobre a governabilidade da casa. Enquanto isso, a população acompanha atenta o desenrolar de mais um capítulo da política fluminense.



