O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve evitar estados com palanques divididos no primeiro turno das eleições, conforme diretriz acertada com o comando da campanha à reeleição. A estratégia busca evitar desconfortos políticos e desgastes com aliados, mas pode ser revista diante de pressões locais de partidos da base.
Estratégia de campanha para evitar atritos
Segundo integrantes da campanha, a orientação é que Lula concentre sua agenda de campanha no primeiro turno em estados onde não há disputa interna entre candidatos aliados ou onde o PT já tem candidatura própria consolidada. A prioridade serão os maiores colégios eleitorais do país e estados nordestinos governados pelo partido.
Lula já gravou vídeos de apoio a candidatos em algumas regiões, o que pode reduzir a necessidade de visitas presenciais. A avaliação é que o presidente pode reforçar o palanque de aliados sem precisar estar fisicamente presente, evitando assim constrangimentos.
Possíveis exceções e pressões locais
Apesar da diretriz, a campanha admite que pode haver exceções, especialmente em estados onde a pressão de partidos aliados for muito forte. Em locais onde o PT não tem candidato próprio, Lula poderá visitar se houver consenso entre os partidos da base. A decisão final caberá ao próprio presidente, que tem demonstrado disposição para dialogar com as lideranças regionais.
Nos bastidores, aliados avaliam que a estratégia pode evitar desgastes, mas também limita a exposição do presidente em regiões estratégicas. O primeiro turno está marcado para outubro de 2026.



