Uma semana após a crise com Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta fortalecer sua campanha junto ao eleitorado feminino com um encontro em Brasília, coordenado pela ex-ministra Daniella Marques. O evento, que reúne mulheres da direita, discutirá um programa voltado ao público feminino e busca reduzir resistências ao senador, além de aumentar a presença feminina na campanha.
Contexto da crise
Michelle Bolsonaro renunciou à presidência do PL Mulher e rejeitou participar do encontro, o que expôs tensões internas no bolsonarismo. A ausência de figuras próximas a Michelle, como a própria ex-primeira-dama, reflete o racha no grupo político. Flávio, que busca se consolidar como herdeiro político do pai, Jair Bolsonaro, precisa conquistar o eleitorado feminino, tradicionalmente mais resistente ao clã Bolsonaro.
Encontro coordenado por Daniella Marques
Daniella Marques, ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, será a responsável por coordenar o encontro. Ela deve apresentar propostas para um programa voltado às mulheres, com foco em empreendedorismo, proteção contra a violência e fortalecimento da família. A ideia é mostrar que a candidatura de Flávio tem compromisso com pautas femininas, apesar da crise com Michelle.
Desafios eleitorais
Flávio Bolsonaro enfrenta resistência entre as mulheres, que representam mais de 50% do eleitorado. Pesquisas internas mostram que a rejeição ao senador é maior entre o público feminino, o que torna o encontro estratégico. No entanto, a ausência de Michelle e de outras lideranças femininas ligadas a ela pode enfraquecer o impacto do evento. Ainda assim, aliados de Flávio acreditam que a presença de Daniella Marques e de outras figuras da direita pode ajudar a reverter o cenário.
Reações e próximos passos
O encontro ocorre em meio a especulações sobre uma possível candidatura de Michelle ao Senado ou à Câmara. Ela não se pronunciou oficialmente sobre o evento, mas fontes próximas afirmam que ela não pretende se envolver na campanha de Flávio no momento. A reunião de hoje é vista como um primeiro passo para recompor a base feminina do bolsonarismo, mas o caminho ainda é longo.



