Ex-vereadora Pâmela Volp é absolvida de acusações de tráfico de drogas em Uberlândia
Ex-vereadora Pâmela Volp absolvida de tráfico de drogas

A ex-vereadora de Uberlândia Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi absolvida na quarta-feira (3) das acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A decisão foi proferida pela juíza Ana Régia Santos Chagas, que considerou as provas frágeis e insuficientes para comprovar os crimes.

Entenda a acusação

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o então noivo de Pâmela, Marlon Francisco Pires, levava maconha para a penitenciária Professor Pimenta da Veiga escondida nas partes íntimas. Lá, Pâmela e Roger Bernardes de Freitas seriam responsáveis pela comercialização da droga. A acusação apontava que a dupla cobrava R$ 500 por 0,5 grama de maconha dentro da unidade prisional.

Fragilidade das provas

Na sentença, a juíza destacou que nenhuma droga foi apreendida durante a investigação ou ao longo da instrução processual. Também não foram apresentados laudos periciais que confirmassem a existência do entorpecente. Além disso, testemunhas ouvidas não confirmaram as acusações feitas durante a fase de investigação, enfraquecendo as provas apresentadas pela acusação.

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Diante da ausência de provas, a magistrada julgou improcedente a ação penal e absolveu os três acusados das imputações de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Marlon e Roger também foram absolvidos. Nas alegações finais, o próprio Ministério Público pediu a absolvição dos acusados.

Reação da defesa

Em nota, a advogada de Pâmela, Fabiane Martins, afirmou que recebeu a decisão com satisfação e destacou que a absolvição confirma a falta de provas para sustentar as acusações. A defesa classificou os crimes como infamantes, baseados em fofocas e perseguições.

O g1 questionou a Defensoria Pública, que representa Marlon e Roger, sobre a absolvição e aguarda resposta.

Prisão domiciliar

Pâmela Volp foi solta na manhã de 14 de maio e passou a cumprir prisão domiciliar com monitoração eletrônica, conforme informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Segundo a direção do presídio, a medida foi autorizada pela Justiça por questões de saúde e terá duração de 30 dias.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a execução de pena de Pâmela Volp tramita sob segredo de justiça, impossibilitando o repasse de mais informações.

Histórico do caso

Presa há mais de quatro anos, desde novembro de 2021, Pâmela Volp é ex-vereadora de Uberlândia e ficou conhecida após ser alvo da Operação Libertas, conduzida pelo MPMG. Ela foi apontada como líder de uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuou por mais de 30 anos na cidade e em outros estados. O grupo explorava sexualmente, principalmente, travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade.

As denúncias incluem exploração sexual, tortura, extorsão, lavagem de dinheiro e realização de cirurgias clandestinas, além de relatos de violência sistemática contra vítimas. Segundo o MPMG, as condenações atribuídas a Pâmela somam mais de 50 anos de prisão. A defesa, no entanto, sustenta que nem todos os processos têm decisão definitiva e que parte das penas ainda não foi unificada.

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