A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 1º de maio, a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II. O objetivo é aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de uma locadora de veículos suspeita de emitir notas fiscais fictícias.
Medidas judiciais autorizadas pelo STF
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, o intuito é coletar e preservar elementos de prova que possam esclarecer o esquema.
“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, informou a Polícia Federal em nota oficial.
Fases anteriores e parlamentares investigados
Na fase anterior da operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra os deputados federais do PL Sóstenes Cavalcante (RJ), líder da bancada do partido na Câmara, e Carlos Jordy (RJ). Ambos negaram, na ocasião, qualquer envolvimento em irregularidades.
Uma reportagem do Estadão revelou que a locadora investigada recebeu R$ 915 mil em recursos da cota parlamentar. Na primeira fase da investigação, a PF concentrou as apurações em assessores dos parlamentares e reuniu informações sobre os contratos. Com o avanço das investigações, a etapa seguinte passou a atingir diretamente os dois deputados.
Impacto e desdobramentos
A terceira fase busca aprofundar as suspeitas de que a locadora era usada para desviar dinheiro público por meio de notas fiscais falsas. A PF também investiga se houve tentativas de obstrução da justiça. O caso segue sob sigilo judicial.



