A reconciliação entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL) é considerada impossível pela cúpula do partido, segundo integrantes ouvidos reservadamente. No entanto, aliados do senador ponderam que, na política, nada é definitivo e o pragmatismo pode prevalecer na campanha presidencial.
Cúpula do PL não descarta apoio formal de Bolsonaro
Integrantes da cúpula do PL não descartam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atue para garantir ao menos um apoio formal da ex-primeira-dama, sem engajamento ou atuação direta na campanha. “Reconciliação, hoje, esquece, é impossível. A relação nunca foi boa e, agora, está pior”, afirma um integrante da cúpula do partido. Segundo ele, isso não significa que algo possa mudar durante a campanha.
Michelle se afasta do PL Mulher e cogita deixar partido
Michelle Bolsonaro decidiu se afastar da presidência do PL Mulher, comunicando a decisão ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em reunião na sede do partido na terça-feira (30). Durante a conversa, ela cogitou deixar o partido e desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Amigas de Michelle atuam para que ela mantenha a candidatura, considerada importante para o fortalecimento do PL em Brasília e para a eleição de Celina Leão ao governo do DF, ambas aliadas.
Insatisfação com Flávio e ataques de Eduardo e Figueiredo
Michelle e suas aliadas estão insatisfeitas porque Flávio Bolsonaro não tem agido para impedir que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, dos Estados Unidos, continuem atacando a ex-primeira-dama e a senadora Damares Alves. A expectativa da cúpula partidária é que, na campanha presidencial, Jair Bolsonaro peça à esposa ao menos um apoio formal ao filho, mas não se espera engajamento pessoal dela.



