O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta dificuldades para definir um candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Após uma sequência de negativas de possíveis nomes, a legenda cogita o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para encabeçar a chapa. No entanto, o parlamentar sinaliza que pretende disputar a reeleição na Câmara dos Deputados.
Recusas anteriores e busca por alternativa
O PT mineiro já havia tentado convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), a concorrerem ao governo estadual. Ambos recusaram a indicação. Pacheco, que preside o Senado, optou por não deixar o cargo, enquanto Marília Campos preferiu focar em seu mandato na prefeitura.
Diante do impasse, o nome de Patrus Ananias ganhou força nos bastidores. Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social no governo Lula, ele é uma figura histórica do partido em Minas. Contudo, fontes da legenda afirmam que o deputado já comunicou à direção nacional sua intenção de concorrer à reeleição na Câmara.
Outros nomes na mesa
Além de Patrus, o PT avalia outros filiados para a disputa. Entre eles estão o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), líder do governo na Câmara, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). O partido também considera alianças com outras legendas para compor uma chapa competitiva.
“O PT tem um banco de quadros qualificados em Minas. Vamos construir a melhor alternativa para derrotar o bolsonarismo no estado”, afirmou uma fonte da executiva nacional do partido. A legenda também não descarta apoiar um candidato de centro, como o deputado federal Gabriel Azevedo (sem partido) ou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD).
Impacto na sucessão estadual
A indefinição do PT ocorre em um cenário de fragmentação política em Minas Gerais. O atual governador, Romeu Zema (Novo), é candidato à reeleição e lidera as pesquisas de intenção de voto. Segundo levantamento do Instituto DataTempo, Zema tem 42% das intenções de voto, contra 18% do segundo colocado.
Para analistas, a falta de um nome forte do PT pode enfraquecer a oposição no estado. “O PT precisa definir logo seu candidato para construir palanque e articular alianças. A demora pode custar caro”, avaliou o cientista político Carlos Ranulfo, da UFMG.
Até o momento, o PT não oficializou nenhum nome. A convenção partidária está prevista para julho de 2026.



