A Federação PSDB-Cidadania anunciou que terá candidatura majoritária para as eleições de 2026 em São Paulo, seja para o governo estadual ou para o Senado. A decisão foi tomada em reunião da Executiva nacional da federação nesta terça-feira (30) e deve ser formalizada até a próxima semana.
Nomes cotados para a disputa
Entre os pré-candidatos estão o deputado federal Alex Manente (Cidadania), a ex-secretária municipal de Direitos Humanos de São Paulo Soninha Francine (Cidadania) e o ex-senador José Aníbal (PSDB). A definição ocorre após a desistência do ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que era o nome natural da legenda para o governo.
Desistência de Paulo Serra
Paulo Serra anunciou em 21 de junho que não disputará o governo de São Paulo, optando por se candidatar a deputado federal. Em comunicado, afirmou: "Anuncio oficialmente minha pré-candidatura a deputado federal. Quero levar para o Congresso Nacional aquilo que aprendemos e colocamos em prática ao longo dos últimos anos: planejamento, responsabilidade fiscal, inovação, eficiência administrativa e, acima de tudo, compromisso com as pessoas."
Serra, que preside o PSDB em São Paulo e é vice-presidente nacional do partido, disse que a decisão foi tomada após reflexão sobre o cenário político. Ele não considera a mudança um recuo, mas a continuidade de um projeto iniciado em Santo André, cidade que administrou por dois mandatos consecutivos.
Cenário eleitoral em São Paulo
Até o momento, os únicos nomes confirmados para o governo paulista são o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O partido Missão, criado por integrantes do MBL, também avalia lançar candidatura própria. A federação PSDB-Cidadania busca consolidar uma alternativa viável para ampliar sua representação no estado.
Histórico de Paulo Serra
Paulo Serra, 53 anos, nasceu em Santo André e começou a carreira como estagiário na prefeitura. Formado em Economia pela USP e em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, foi vereador por dois mandatos a partir de 2004. Em 2013, assumiu a Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos de Santo André. Eleito prefeito em 2016 e reeleito em 2020, enfrentou a pandemia de Covid-19 com hospitais de campanha e restrições de circulação. Presidiu o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em três ocasiões e foi apontado como o prefeito mais bem avaliado entre as maiores cidades do estado ao final do segundo mandato.



