Milhares de pessoas tomaram as ruas de Brasília nesta quarta-feira em um protesto contra a reforma da previdência proposta pelo governo federal. A manifestação, organizada por centrais sindicais e movimentos sociais, bloqueou as principais vias do Plano Piloto, causando congestionamentos e transtornos no trânsito da capital.
Manifestantes pedem retirada do projeto
Os manifestantes carregavam faixas e cartazes com frases como "Reforma da Previdência é roubo" e "Não aos cortes nos direitos dos trabalhadores". O ato começou por volta das 10h na Esplanada dos Ministérios e se estendeu até o final da tarde. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 50 mil pessoas participaram do protesto, enquanto os organizadores estimam o dobro.
Bloqueios e confrontos
Durante o protesto, houve momentos de tensão quando um grupo de manifestantes tentou avançar em direção ao Congresso Nacional. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter a multidão. Pelo menos 12 pessoas foram detidas e encaminhadas para a delegacia, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.
- Reivindicações: Os manifestantes exigem a retirada imediata do projeto de lei que altera as regras de aposentadoria, argumentando que ele prejudica principalmente os trabalhadores de baixa renda.
- Apoio político: Deputados de oposição marcaram presença no ato, discursando para a multidão e prometendo obstruir a votação da reforma no Congresso.
O governo, por sua vez, defende a reforma como necessária para equilibrar as contas públicas e garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário a longo prazo. O ministro da Economia afirmou que as mudanças são "inevitáveis" e que o diálogo com os trabalhadores está aberto, mas sem recuos nos pontos principais.
Impacto no trânsito e serviços
O protesto afetou o transporte público e o funcionamento de órgãos públicos. Várias linhas de ônibus tiveram seus itinerários desviados, e o metrô operou com intervalos maiores. Escolas e repartições federais fecharam mais cedo devido à dificuldade de acesso. A Companhia de Engenharia de Tráfego recomendou que motoristas evitem a região central até o fim do dia.
Próximos passos
Os organizadores já anunciaram novas mobilizações para as próximas semanas, incluindo uma greve geral caso o projeto avance no Congresso. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados deve retomar a discussão da reforma na próxima semana, em meio à pressão das ruas.



