Prisão de Canella reabre corrida por vaga ao Senado no Rio
Prisão de Canella reabre corrida por vaga ao Senado

A prisão de Márcio Canella, ocorrida nesta semana, reabriu a disputa pela vaga ao Senado na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. O cenário político, que parecia definido, agora passa por uma nova corrida entre possíveis candidatos, com o ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, surgindo como favorito, mas enfrentando resistência interna do PP.

Felipe Curi ganha força, mas enfrenta resistência do PP

Felipe Curi, que ocupou a Secretaria de Polícia Civil do estado, é apontado como o nome mais forte para substituir Canella. No entanto, sua candidatura enfrenta entraves dentro do Partido Progressista (PP), que integra a coligação. A legenda avalia que Curi não teria o mesmo peso eleitoral que Canella, que era próximo de Flávio Bolsonaro e contava com forte base de apoio.

Segundo fontes ligadas à campanha, a resistência do PP se baseia na necessidade de manter o equilíbrio da chapa e garantir representatividade partidária. "O PP tem seus próprios quadros e não abre mão de indicar um nome que atenda aos interesses do partido", afirmou um dirigente da legenda sob condição de anonimato.

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Outros nomes na disputa: Rueda, Borel e Crivella

Além de Felipe Curi, outros nomes são cogitados para ocupar a vaga. Antonio Rueda, presidente do PL no Rio, é uma alternativa que agrada à cúpula do partido. Leniel Borel, deputado federal conhecido por sua atuação na segurança pública, também aparece nas conversas. Já Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio e bispo licenciado, é visto como um nome capaz de atrair votos da comunidade evangélica, embora sua candidatura ainda não tenha sido oficialmente discutida.

As discussões sobre a composição final da chapa estão em curso, e a expectativa é que a decisão seja rápida para estabilizar a campanha. "Precisamos de uma definição o mais breve possível para não comprometer o cronograma eleitoral", declarou um assessor de Flávio Bolsonaro.

Impacto na campanha de Flávio Bolsonaro

A prisão de Márcio Canella, que era o candidato oficial ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro, pegou a campanha de surpresa. Canella foi detido sob acusações de irregularidades em contratos públicos, o que gerou instabilidade na aliança. Flávio Bolsonaro, que lidera a chapa majoritária, agora precisa recompor a equipe rapidamente para evitar que o caso afete sua própria candidatura.

"A situação é delicada, mas temos opções viáveis. O importante é manter a unidade da base e seguir com a campanha", afirmou um coordenador da campanha. A expectativa é que nos próximos dias haja uma definição, com reuniões entre os partidos aliados para selar o novo nome.

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