A Polícia Civil de Americana (SP) prendeu cinco homens nesta terça-feira (7) sob suspeita de integrarem um esquema de fraudes bancárias e falsificação de documentos. A ação, batizada de Operação Chargeback, foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município.
Como funcionava o golpe do estorno
Segundo as investigações, o grupo realizava compras pela internet e, após receber os produtos, solicitava o estorno dos valores às instituições financeiras alegando não reconhecer as transações. Dessa forma, os criminosos obtinham o reembolso e mantinham tanto os itens adquiridos quanto o dinheiro pago. O delegado Lúcio Antônio Petrocelli, titular da DIG de Americana, explicou que os suspeitos recrutavam pessoas com conhecimento sobre procedimentos de contestação bancária para aumentar as chances de sucesso nos estornos. Esses participantes atuavam como laranjas.
Falsificação de documentos
Além das fraudes bancárias, o grupo também faturava com a venda de documentos falsificados, incluindo certificados, históricos escolares e atestados médicos. "Eles faziam essas falsificações e entregavam via Correios. Recebiam dinheiro para isso", afirmou Petrocelli. A produção desses documentos era uma das modalidades de atuação do grupo.
Papel do Nubank e das instituições financeiras
Os investigados orientavam os clientes a realizar as compras usando cartões e contas do Nubank. Após a entrega, era feito o pedido de contestação da compra à instituição financeira, sob a alegação de que a transação não havia sido reconhecida. Em nota, o Nubank afirmou que "atua de maneira rigorosa para prevenir e combater fraudes, em conformidade com as leis e regulamentações vigentes" e que "trabalhou em conjunto com a polícia civil para fornecer informações e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações".
Apreensões e continuidade das investigações
Durante a operação, foram apreendidos celulares, documentos, arquivos digitais, anotações com nomes e CPFs, além de dinheiro em espécie. A investigação começou após a identificação de irregularidades em transações bancárias e pedidos de estorno. Segundo Petrocelli, a atuação dos setores de compliance das instituições financeiras foi decisiva para identificar o esquema e auxiliar a Polícia Civil. Os cinco detidos, com idades entre 19 e 29 anos, respondem por associação criminosa, estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica. A Polícia Civil apura se o esquema também foi utilizado em outras instituições financeiras e se há mais pessoas envolvidas.



