A pré-campanha do pré-candidato ao Senado Flávio Dino (PSB-MA) protocolou nesta segunda-feira (20) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o que classifica como um ataque coordenado e artificial contra sua imagem nas redes sociais. A ação pede investigação sobre suposto impulsionamento irregular de conteúdo negativo e disseminação de fake news.
Suspeita de impulsionamento pago
De acordo com a representação, assinada pelo advogado da campanha, há indícios de que perfis falsos e robôs foram utilizados para amplificar críticas e notícias falsas contra Flávio Dino. A equipe do pré-candidato afirma que, nos últimos dias, houve um pico anormal de mensagens com teor negativo, o que sugere a existência de uma operação orquestrada.
“Observamos um volume atípico de postagens e comentários atacando o pré-candidato, muitos deles com informações já desmentidas. Isso não é orgânico”, disse o advogado em nota. A representação solicita que o TSE determine a quebra de sigilo de dados das contas envolvidas e a identificação dos responsáveis.
Legislação eleitoral e precedentes
O uso de impulsionamento de conteúdo nas redes é permitido pela legislação eleitoral, desde que contratado diretamente pelas campanhas e identificado como tal. A suspeita da pré-campanha de Dino é que terceiros estariam utilizando mecanismos pagos para espalhar desinformação, o que configuraria propaganda irregular.
O TSE já julgou casos semelhantes, como o de 2022, quando multou candidatos por impulsionamento não declarado. A corte tem endurecido o combate a práticas de manipulação digital, especialmente em ano eleitoral.
Impacto na pré-campanha
Flávio Dino é ex-governador do Maranhão e ex-ministro da Justiça. Sua pré-candidatura ao Senado é vista como uma das mais fortes no estado, mas a campanha tem enfrentado resistência de setores da oposição. O ataque coordenado, segundo a equipe, pode prejudicar a imagem do pré-candidato junto ao eleitorado.
“Não vamos permitir que a mentira e a manipulação definam o resultado das urnas. A Justiça Eleitoral precisa agir rapidamente para coibir esses abusos”, afirmou o coordenador de comunicação da pré-campanha.
Até o momento, o TSE não se manifestou sobre o pedido. A representação foi distribuída ao corregedor-geral eleitoral, que pode abrir investigação ou arquivar o caso.



