A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a prestar depoimento no inquérito que apura o Caso Master, esquema de suspeita de desvios na Caixa Econômica Federal. A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar nesta terça-feira, 21 de julho de 2026. O depoimento está marcado para a próxima semana, em data ainda a ser confirmada pela PF.
Investigação apura supostas irregularidades na Caixa
O Caso Master envolve suspeitas de fraudes em contratos de financiamento habitacional da Caixa, com desvios que podem chegar a R$ 1,2 bilhão, segundo estimativas iniciais da PF. A investigação teve início em 2024 e já resultou em buscas e apreensões em endereços ligados a empresários e ex-funcionários do banco estatal.
Jaques Wagner foi convocado a depor na condição de testemunha, mas sua intimação gerou repercussão política por ele ser uma das lideranças do PT no Senado. O senador afirmou, por meio de nota, que "comparecerá ao depoimento e prestará todos os esclarecimentos necessários".
Relação de Wagner com a Caixa é alvo de questionamentos
A intimação ocorre após delações premiadas de ex-diretores da Caixa mencionarem o nome de Wagner em supostas articulações políticas para liberação de recursos. O senador nega qualquer irregularidade e diz que as acusações são "infundadas e fazem parte de perseguição política".
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. A PF também ouvirá outros políticos e ex-integrantes do governo federal nas próximas semanas.
Defesa de Wagner critica vazamento seletivo
A defesa do senador criticou o que chamou de "vazamento seletivo" da intimação, afirmando que o objetivo é "criar factoides" contra opositores. "O senador sempre colaborou com a Justiça e não há qualquer elemento concreto que o ligue a irregularidades", disse o advogado criminalista Eduardo Pacheco, que representa Wagner.
O Caso Master é um dos maiores escândalos de corrupção investigados pela PF nos últimos anos, envolvendo contratos superfaturados e propinas em operações imobiliárias da Caixa. Até o momento, 12 pessoas foram indiciadas, incluindo ex-gerentes e empresários.



