A Polícia Federal (PF) concluiu o processo administrativo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e encaminhou nesta terça-feira (21) o pedido de demissão ao Ministério da Justiça. O processo apura supostas infrações cometidas pelo parlamentar durante o exercício de cargo público.
Detalhes do Processo
O processo administrativo disciplinar foi instaurado em 2024, após denúncias de que Eduardo Bolsonaro teria utilizado informações privilegiadas obtidas em função de seu cargo para beneficiar terceiros. A PF concluiu que houve quebra de dever funcional e encaminhou o pedido de demissão ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Segundo fontes da PF, o relatório final do processo aponta que Eduardo Bolsonaro cometeu infrações graves, como violação do sigilo funcional e uso indevido de informações. O documento foi enviado ao Ministério da Justiça, que agora decidirá sobre a aplicação da pena de demissão.
Reações e Próximos Passos
Eduardo Bolsonaro nega as acusações e afirma que o processo é uma perseguição política. Em nota, sua assessoria jurídica informou que recorrerá da decisão. A defesa do deputado argumenta que não houve irregularidades e que o processo administrativo foi conduzido com parcialidade.
O Ministério da Justiça tem prazo de 30 dias para analisar o pedido e decidir pela demissão ou não. Caso a demissão seja aprovada, Eduardo Bolsonaro perderá o cargo público que ocupa atualmente, mas continuará como deputado federal, já que o mandato parlamentar não é afetado por processos administrativos disciplinares.
Impacto Político
O caso pode ter repercussões políticas significativas, especialmente em ano eleitoral. Especialistas avaliam que a demissão de Eduardo Bolsonaro pode enfraquecer o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já enfrenta diversas investigações. Por outro lado, aliados do deputado veem a ação como parte de uma estratégia para desgastar a oposição.
A PF também investiga outros casos envolvendo Eduardo Bolsonaro, incluindo supostas ligações com milícias digitais e ataques ao sistema eleitoral. Até o momento, não há conclusão dessas investigações.



