Partidos vão ao TSE questionar coligações, recursos e até uso de 'porrete' em campanha
Partidos vão ao TSE questionar coligações e 'porrete' em campanha

Com a aproximação do período eleitoral, partidos políticos de diferentes espectros ideológicos têm recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para esclarecer dúvidas que vão desde regras de coligações e distribuição de recursos até questões inusitadas, como o uso de um 'bastão de madeira' – popularmente chamado de 'porrete' – em propagandas na televisão.

Consultas formais sobre coligações e recursos

O Republicanos foi um dos primeiros a protocolar consulta formal, questionando a possibilidade de candidaturas avulsas (sem filiação partidária) e as chamadas 'coligações cruzadas', nas quais partidos diferentes se aliam em níveis distintos da federação. Já o PSB busca esclarecer a aplicação da paridade de gênero nas direções partidárias, tema que tem gerado controvérsia entre as siglas.

O Solidariedade, por sua vez, indagou sobre as regras para formação de federações partidárias, mecanismo criado para permitir alianças estáveis entre partidos sem a necessidade de fusão. As consultas, segundo o TSE, serão analisadas pela Corte Eleitoral nas próximas semanas.

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Dúvidas inusitadas: do 'porrete' a fotos em repartições

Além dos temas recorrentes, o tribunal tem recebido perguntas curiosas. Uma delas trata do uso de objetos em campanhas eleitorais, especificamente se um 'bastão de madeira' pode ser exibido em programas de TV como símbolo de 'combate à corrupção' ou 'firmeza'. Outra consulta questiona a exibição de fotos de líderes políticos em repartições públicas durante o período eleitoral, prática que pode configurar propaganda irregular.

De acordo com o TSE, todas as consultas são respondidas com base na legislação vigente e na jurisprudência da Corte. 'O tribunal está preparado para esclarecer dúvidas, por mais inusitadas que pareçam, desde que tenham pertinência temática com o processo eleitoral', afirmou um porta-voz do tribunal.

Impacto nas campanhas de 2026

As respostas do TSE devem orientar não apenas os partidos questionadores, mas todos os candidatos e coligações. Especialistas em direito eleitoral avaliam que a definição sobre coligações cruzadas e federações pode alterar significativamente o mapa de alianças para as eleições de 2026. 'A decisão do TSE terá impacto direto na viabilidade de candidaturas e na distribuição de tempo de TV e fundo partidário', explicou o cientista político João Mendes.

Enquanto isso, o tribunal segue recebendo novas consultas. Até o momento, mais de 15 partidos já protocolaram pedidos de esclarecimento, número que deve aumentar à medida que o calendário eleitoral avança.

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