O empresário mineiro Henrique Vorcaro, pai do ex-dono do Banco Master, preso na última quinta-feira, enviou uma carta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pedindo a revogação de sua prisão. Na correspondência, Vorcaro alega estar 'apertado' financeiramente e afirma fazer parte do 'Reino de Deus, não de máfia'. A Segunda Turma do STF, no entanto, decidiu manter a detenção.
Carta e argumentos
Na carta, Vorcaro destacou dificuldades financeiras e seu envolvimento com atividades religiosas, tentando se distanciar das acusações de envolvimento com o grupo criminoso conhecido como 'A Turma'. Ele também mencionou problemas de saúde como motivo para a soltura. Apesar do apelo, o STF considerou que os fundamentos da prisão permanecem válidos.
Decisão do STF
A Segunda Turma do STF, composta pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, analisou o pedido e negou a revogação. A decisão foi unânime, mantendo a prisão preventiva de Vorcaro. Segundo informações do processo, a defesa do empresário pode recorrer da decisão.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver figuras ligadas ao sistema financeiro e supostas operações ilícitas. A investigação continua em andamento.



