Messias vai à Marcha para Jesus após rejeição ao STF
Messias na Marcha para Jesus após rejeição ao STF

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, participará da 34ª edição da Marcha para Jesus, em São Paulo, neste sábado. A presença ocorre após sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter sido rejeitada, mesmo contando com apoio de lideranças evangélicas. O evento, um dos maiores do segmento no país, espera reunir cerca de 2 milhões de pessoas na capital paulista.

Presenças políticas e orientação do organizador

Além de Messias, confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo e organizador da marcha, afirmou que orientou as autoridades a evitarem discursos políticos durante o evento, especialmente por ser um ano eleitoral.

“Pedimos que todos os participantes, inclusive políticos, se atenham ao caráter religioso da marcha. Não é momento para discursos partidários”, disse Hernandes em entrevista coletiva. A orientação visa manter o foco na celebração religiosa e evitar polarizações.

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Contexto político de Messias

Jorge Messias, que atualmente comanda a AGU, teve seu nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no STF, mas a indicação foi rejeitada pelo Senado. Apesar do revés, ele mantém trânsito entre evangélicos, grupo que tradicionalmente apoia pautas conservadoras. Sua participação na Marcha para Jesus é vista como uma tentativa de reforçar laços com esse eleitorado.

Enquanto isso, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), não comparecerá à marcha. Ele participará da festa de Corpus Christi na cidade de Matão, interior do estado. A agenda de Haddad foi divulgada pela prefeitura na véspera do evento.

Expectativa para a 34ª edição

A Marcha para Jesus, que ocorre anualmente, é organizada pela Igreja Renascer em Cristo e conta com apoio de diversas denominações evangélicas. A edição de 2026 promete ser uma das maiores, com trios elétricos, bandas gospel e orações. A concentração está prevista para o início da tarde, no Metrô Luz, seguindo até a Praça da Sé.

A orientação de evitar discursos políticos não impede que os políticos presentes sejam vistos como potenciais cabos eleitorais. Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, ambos com aspirações eleitorais, devem circular entre os fiéis, mas sem discursos formais.

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