Maioridade penal: próximos passos da PEC após aprovação na CCJ
Maioridade penal: próximos passos da PEC na Câmara

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos deu um passo importante ao ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários, em uma votação que mobilizou parlamentares de diferentes espectros políticos. Apesar do avanço, o caminho legislativo ainda é longo e cheio de etapas.

Próximos passos na Câmara

Após a aprovação na CCJ, a PEC segue para uma comissão especial, que será responsável por analisar o mérito da proposta. Nessa fase, estão previstas audiências públicas para ouvir especialistas, representantes da sociedade civil e autoridades. Além disso, os deputados poderão apresentar emendas ao texto, que serão discutidas e votadas. A comissão especial tem um prazo regimental para concluir os trabalhos, mas esse prazo pode ser prorrogado.

Votação em dois turnos

Para ser aprovada, a PEC precisa passar por dois turnos de votação no plenário da Câmara, com quórum qualificado de, no mínimo, 308 votos favoráveis em cada turno. Se aprovada, a proposta segue para o Senado Federal, onde também será submetida a dois turnos de votação. No Senado, são necessários 49 votos favoráveis em cada turno.

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Promulgação sem sanção presidencial

Uma característica das PECs é que, após a aprovação nas duas casas legislativas, elas são promulgadas pelo Congresso Nacional, não exigindo sanção ou veto do presidente da República. Portanto, se aprovada, a emenda constitucional entra em vigor imediatamente após a promulgação.

Debate acirrado

A redução da maioridade penal é um tema que divide opiniões. Os defensores argumentam que jovens de 16 e 17 anos têm plena consciência de seus atos e devem responder criminalmente como adultos, especialmente em casos de crimes graves. Já os opositores apontam que a medida é inconstitucional e fere princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de não resolver as causas da violência. O debate promete ser intenso nas próximas etapas legislativas.

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