Governo corta subsídio de R$ 0,35 no diesel e avalia redução na gasolina
Governo corta subsídio de R$ 0,35 no diesel e avalia gasolina

O governo federal anunciou o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel, medida que reflete a estabilização dos preços internacionais do petróleo e uma possível trégua geopolítica entre Estados Unidos e Irã. O corte já está em vigor e representa o primeiro passo de uma revisão mais ampla dos incentivos criados durante a crise no Oriente Médio.

Motivação e contexto do corte

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a decisão foi tomada com base na melhora do cenário externo. "Os preços internacionais se acomodaram e há sinais de distensão no Oriente Médio. Por isso, estamos retirando o subsídio extraordinário que foi concedido", explicou Durigan. O subsídio havia sido implementado em meio à escalada de tensões na região, que elevou o custo do barril de petróleo e pressionou os combustíveis domésticos.

A medida atende a um compromisso da equipe econômica de eliminar gradualmente os incentivos temporários. O ministro ressaltou que o governo monitora diariamente as cotações internacionais e a volatilidade do mercado para decidir os próximos passos.

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Próximos passos: gasolina e outros subsídios

Além do diesel, a equipe econômica sinalizou que estuda o corte do subsídio da gasolina, que atualmente está em R$ 0,20 por litro. A decisão dependerá da evolução dos preços internacionais e da cotação do dólar. "Não há data definida, mas estamos avaliando. Se as condições se mantiverem favoráveis, poderemos reduzir também o benefício da gasolina", afirmou Durigan.

O governo também analisa outros subsídios vinculados ao diesel, como o benefício para o biodiesel e o Programa de Subvenção ao Óleo Diesel (PSOD). A expectativa é que, com a normalização do mercado, todos os incentivos criados durante a crise sejam eliminados até o final do ano.

Impacto para consumidores e mercado

O fim do subsídio do diesel deve elevar o preço do combustível nas bombas, mas o impacto ainda é incerto. Segundo analistas, a alta pode ser parcialmente compensada pela queda das cotações internacionais. O diesel é o combustível mais consumido no Brasil, especialmente pelo setor de transporte e agronegócio.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que, sem o subsídio, o diesel pode subir entre R$ 0,10 e R$ 0,15 por litro, dependendo da margem de distribuição. Já a gasolina, se tiver o subsídio cortado, pode ter reajuste similar.

O governo afirma que a medida é necessária para equilibrar as contas públicas. O subsídio ao diesel custava cerca de R$ 1,5 bilhão por mês aos cofres federais. Com a estabilização, a equipe econômica busca reduzir o déficit fiscal e sinalizar responsabilidade fiscal aos mercados.

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