Dez anos após a eleição de Marielle Franco como vereadora do Rio de Janeiro, o Instituto Marielle Franco lançou uma agenda pública com propostas para fortalecer a democracia. A publicação reúne diretrizes para candidaturas, mandatos e movimentos sociais, marcando a primeira década da chegada da ativista à Câmara Municipal.
Contexto histórico e significado da agenda
Marielle Franco foi eleita em 2016 com 46.502 votos, sendo a quinta vereadora mais votada do Rio. Sua atuação parlamentar focou em direitos humanos, mulheres e periferias. O instituto que leva seu nome, criado após seu assassinato em 2018, busca dar continuidade a esse legado.
"A agenda é um instrumento para que a sociedade civil e os movimentos possam se organizar em defesa da democracia", afirmou a diretora executiva do instituto, Lúcia Xavier, em entrevista à coluna de Ancelmo Gois.
Propostas para candidaturas e mandatos
O documento sugere a adoção de princípios como transparência, participação popular e combate ao racismo e à violência política. Também recomenda a criação de mandatos coletivos e a fiscalização de políticas públicas.
- Fortalecimento de conselhos populares
- Transparência no uso de recursos públicos
- Incentivo à participação de mulheres e negros na política
Impacto esperado e próximos passos
A agenda será distribuída para movimentos sociais, partidos e candidatos interessados. O instituto planeja realizar oficinas e debates para discutir a implementação das propostas. "Queremos que a memória de Marielle inspire ações concretas", concluiu Lúcia Xavier.



