O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que, se for eleito, encaminhará no primeiro dia de governo reformas ao Congresso Nacional. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band TV, que será exibida na noite deste domingo, Caiado listou como exemplos a reforma trabalhista, política, administrativa e a revisão da reforma tributária.
Medidas no primeiro dia
Além das reformas, Caiado declarou que também enviará ao Congresso, no primeiro dia de mandato, a categorização das facções criminosas como terroristas e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. “Encaminharei no primeiro dia, não vou deixar para o segundo. Vou rever a reforma tributária. Reforma administrativa, reforma política, reforma trabalhista. Encaminharei todas elas no primeiro dia do meu governo. Junto com o terrorismo e junto com a anistia”, afirmou.
Combate ao crime organizado
O pré-candidato também defendeu que as facções criminosas sejam tratadas como organizações terroristas, permitindo o uso das Forças Armadas no combate. “Vou categorizar facções como terroristas e farei combate até com o Exército”, disse Caiado, reforçando sua posição de endurecimento contra o crime organizado.
Dívida pública
Sobre a dívida pública, Caiado prometeu estabilizar a relação dívida/PIB no primeiro ano de governo e, a partir daí, reduzir em 1 ponto percentual ao ano. “No primeiro ano fica essa dúvida, ainda estou terminando os cálculos. Eu estabilizo a dívida PIB e cada ano eu baixo 1 ponto porcentual. Esse é o projeto meu para trabalhar nesse sentido. Se eu disser isso para os empresários, eles investirão no Brasil”, completou.
Críticas ao governo Lula
Caiado também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por medidas como o programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas das famílias. “Agora tem um Desenrola. Senhor Lula, quem é que enrolou? Quem é que foi que enrolou o povo brasileiro nessa dívida toda que ele está aí dentro? Quem foi?”, questionou Caiado. “Porque hoje o cidadão está aplaudindo e está vendo. Eu vou te dar o FGTS para você pagar uma dívida para o agiota chamado Lula. O Lula é o agiotão”, criticou.
Reações e pesquisas
Questionado sobre as acusações contra Flávio Bolsonaro, Caiado afirmou que as reações não foram leves, mas que “não se pode criar um racha dentro da direita”. Ele também comentou sobre sua baixa nas pesquisas, atribuindo o fato à falta de debate e ao desconhecimento de 50% dos eleitores sobre sua candidatura. “Não subo nas pesquisas porque não houve debate e 50% me desconhecem”, disse.



