A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que Bolsonaro não autorizou o uso de sua imagem em um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) e divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura de Flávio à Prefeitura do Rio de Janeiro.
Defesa alega impedimento de contato
No documento enviado ao STF, os advogados de Bolsonaro sustentam que o ex-presidente está impedido de manter contato com o filho, em razão de medidas cautelares impostas no âmbito do inquérito das milícias digitais. A defesa argumenta que o uso da imagem de Bolsonaro sempre ocorreu de forma espontânea e no âmbito familiar, sem qualquer autorização prévia para a produção do conteúdo com IA.
Vídeo com IA gerou polêmica
O vídeo, que simula a voz e a aparência de Bolsonaro com uso de inteligência artificial, foi exibido na convenção do PL no dia 20 de julho. A peça gerou controvérsia por utilizar a imagem do ex-presidente sem seu consentimento explícito, especialmente considerando as restrições judiciais que pesam sobre Bolsonaro. A defesa reforçou que o ex-presidente não teve qualquer participação na elaboração ou aprovação do material.
Impacto jurídico e político
O caso levanta questões sobre os limites do uso de IA em campanhas eleitorais e a responsabilidade de familiares. A defesa de Bolsonaro busca evitar que o episódio seja interpretado como violação das medidas cautelares, que proíbem o ex-presidente de se comunicar com investigados, incluindo Flávio. Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o ocorrido.



