As negociações entre PT e PSB para uma aliança em Minas Gerais nas eleições de 2026 ganharam novo impulso nos últimos dias. Reuniões entre lideranças dos dois partidos ocorreram em Brasília e Belo Horizonte, com avanços na definição de uma chapa conjunta para o governo estadual.
Encontros e propostas
No último sábado, o presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se encontraram com representantes do PSB para discutir a formação de uma coligação. A proposta principal é que o PT indique o candidato ao governo, enquanto o PSB teria a vice-governadoria e espaços na administração estadual.
Segundo fontes ouvidas pelo Valor, o PSB sinalizou positivamente à ideia, mas condiciona o apoio à definição de um nome que una as bases partidárias. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) é um dos cotados para encabeçar a chapa.
Impacto eleitoral
A aliança entre PT e PSB em Minas Gerais é considerada estratégica para ambos os partidos. Em 2022, o PT teve cerca de 30% dos votos no estado, enquanto o PSB obteve 8%. Juntos, os partidos somariam 38% dos votos, o que poderia desbancar a atual gestão de Zema, que busca a reeleição.
“A união é fundamental para derrotar o projeto de extrema-direita em Minas. Estamos construindo um programa de governo que atenda às necessidades do povo mineiro”, afirmou Gleisi Hoffmann após a reunião.
Próximos passos
As conversas devem continuar nas próximas semanas, com a realização de encontros regionais para ouvir as bases partidárias. O PT planeja lançar a pré-candidatura de Reginaldo Lopes no início de 2026, enquanto o PSB aguarda a definição de seu diretório estadual para oficializar o apoio.
Caso a aliança se concretize, será a primeira vez que PT e PSB disputam juntos o governo de Minas Gerais desde 2014, quando Fernando Pimentel (PT) foi eleito com o apoio do PSB.



