O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o desejo de que Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, concorra ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com informações publicadas pelo jornal New York Post. A informação foi divulgada neste domingo (21) e repercutiu no meio político e esportivo internacional.
Relação estreitada por eventos esportivos
Segundo a reportagem, Trump acredita que Infantino, por seu prestígio internacional e capacidade de diálogo, poderia unir nações e liderar a ONU em um momento de desafios globais. A relação entre os dois líderes se estreitou nos últimos anos, especialmente com a organização de eventos como a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, e o Mundial de Clubes da Fifa.
Infantino, no entanto, já anunciou publicamente que buscará a reeleição na presidência da Fifa, e não comentou sobre a possibilidade de assumir a liderança da ONU. A entidade máxima do futebol não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Reações e próximos passos
A sugestão de Trump ocorre em um contexto de renovação do mandato do secretário-geral da ONU, António Guterres, que deve deixar o cargo em 2027. A indicação de um nome para o posto passa por negociações entre os países-membros do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral.
Especialistas consideram improvável que Infantino aceite a proposta, dado seu foco na reeleição na Fifa e a complexidade de uma transição para o cargo na ONU. Além disso, a nomeação exigiria aprovação de diversos países, incluindo membros do Conselho de Segurança com poder de veto.
Impacto no cenário internacional
Caso Infantino viesse a assumir a ONU, seria a primeira vez que um dirigente esportivo ocupa o cargo máximo da organização. A medida poderia representar uma aproximação entre o esporte e a diplomacia, mas também geraria debates sobre a capacidade de um líder esportivo lidar com questões políticas e humanitárias complexas.
Até o momento, nem a Fifa nem Infantino emitiram comunicados oficiais sobre a notícia. O New York Post citou fontes próximas a Trump, que não foram identificadas. A Casa Branca não confirmou a informação.



